Programa Científico



Ciclo IMPA – Serrapilheira de popularização da matemática


Estas palestras são uma realização conjunta do IMPA e do Instituto Serrapilheira e visam prioritariamente o público brasileiro, especialmente professores e alunos de nossas escolas. As palestras serão dadas em português ou terão tradução simultânea para a nossa língua.


Palestra Pública

Local, Data & Horário
Pavilhão 5 - Sala 101 D
02 de Agosto | 12:30-13:30
Apresentador: Claudio Landim

Palestrante: ​ Étienne Ghys (​França)
​O francês Étienne Ghys é diretor de pesquisas na École Normale Supérieure de Lyon (França) e pesquisador visitante especial do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Além de seu trabalho matemático em Sistemas Dinâmicos e Geometria, que é da mais alta qualidade, Ghys é considerado o melhor popularizador da Matemática na atualidade, tendo sido distinguido com o primeiro Clay Award for Dissemination of Mathematical Knowledge da Fundação Clay (USA). Trocou seu serviço militar na França por um estágio de pesquisador visitante do IMPA, período em que se tornou fluente na nossa língua, e desde então não parou mais de visitar o nosso país.

Título
A geometria dos flocos de neve (em português/in Portuguese)

Resumo: Poucos brasileiros tiveram a chance de ver alguma vez neve caindo. Os flocos de neve são maravilhosos. Há mais de quatro séculos os cientistas tentam entender estas joias que caem do céu. Hoje, entendemos melhor o fenômeno da neve, mas muitas perguntas permanecem por responder. Nesta palestra, vou contar essa história e mostrar imagens bonitas.


Palestra Pública

Local, Data & Horário
Amphitheater
03 de Agosto | 15:30-16:30
Apresentador: Branca Vianna

Palestrante: ​ Ingrid Daubechies (​EUA)
​A matemática Ingrid Daubechies nasceu na Bélgica, mas desenvolveu a maior parte de sua brilhante carreira nos Estados Unidos onde atualmente é professora na renomada Universidade Duke. É conhecida mundialmente por seu trabalho na aplicação da matemática à compressão de imagens, que é fundamental para as comunicações modernas, e também participou da criação do formato JPEG 2000 para arquivos de fotos. Ingrid recebeu inúmeros prêmios internacionais e também foi presidente da União Matemática Internacional. A par do seu trabalho de pesquisa, dedica muita importância à divulgação científica, sendo uma excelente expositora.

Título
Matemáticos ajudando curadores e historiadores de arte (em inglês, com tradução simultânea para português)
Mathematicians helping art conservators and art historians

Resumo: A Matemática pode ajudar historiadores e curadores de arte a estudar e compreender os trabalhos artísticos, o seu processo de produção e o seu estado de conservação.
Nesta apresentação revisaremos diversas colaborações desse tipo ao longo da última década. Algumas delas conduziram (e ainda estão conduzindo) a novos desafios muito interessantes na análise de sinais e de imagens. Em outras aplicações, podemos rejuvenescer trabalhos artísticos virtualmente, o que traz uma nova compreensão e experiência da arte, tanto para visitantes de museus quanto para especialistas.

Mathematics can help Art Historians and Art Conservators in studying and understanding art works, their manufacture process and their state of conservation. The presentation will review several instances of such collaborations in the last decade or so. Some of them led (and are still leading) to interesting new challenges in signal and image analysis. In other applications we can virtually rejuvenate art works, bringing a different understanding and experience of the art to museum visitors as well as to experts.


Palestra Pública

Local, Data & Horário
Amphitheater
06 de Agosto | 15:30-16:30
Apresentador: Hugo Aguilaniu

Palestrante: ​ Cédric Villani (​França)
​O francês Cédric Villani é uma das figuras mais carismáticas do mundo da matemática, e um comunicador fora de série, com um talento invulgar para falar com o grande público. Ganhador da Medalha Fields em 2010, por seu trabalho em geometria, física matemática e equações diferenciais parciais, ele foi também diretor do famoso Instituto Henri Poincaré, em Paris. Em 2017 tornou-se deputado eleito para o parlamento francês, onde preside a comissão de ciência e tecnologia. Felizmente, essa nova tarefa não o afastou do mundo acadêmico e ele acedeu com presteza a nosso convite para voltar ao Brasil e apresentar aos nossos jovens o fascínio da matemática.

Título
A idade da Terra: quando a Terra era demasiada jovem para Darwin (em inglês, com tradução simultânea para português)
The age of the Earth: when the Earth was too young for Darwin

Resumo: Para explica a riqueza de diversidade das espécies de seres vivos, a teoria da evolução de Darwin requer que o processo seletivo, da sobrevivência dos mais bem adaptados, venha ocorrendo desde tempos muito remotos. Qual é a idade da Terra mesmo? O palestrante discorrerá sobre as ideias iniciais a respeito desta questão, e a resposta trazida pelas evidências científicas acumuladas ao longo de mais de um século de pesquisa.
To explain the wealth and diversity of living species, Darwin's theory of evolution requires the selection process through which the fittest only survive to be taking place for a very long time. How old is the Earth after all? The speaker will discuss the early ideas on this matter, and the answers that were brought by the scientific evidence accumulated during more than one century.


Palestra Pública

Local, Data & Horário
Amphitheater
07 de Agosto | 15:30-16:30
Apresentador: Marco Moriconi

Palestrante: ​ Tadashi Tokieda (​EUA)
​O japonês Tadashi Tokieda teve uma trajetória profissional invulgar: foi pintor, e depois filologista, antes de tornar-se matemático. É professor na Universidade Stanford, nos Estados Unidos e um dos mais renomados divulgadores científicos na área de matemática. Sua área de pesquisa é a física matemática, mas sua grande especialidade é a invenção, coleção e estudo de brinquedos, que ele utiliza de forma original e inovadora para revelar e explorar os mistérios da matemática e da física. Extremamente energético e entusiasmado por seu trabalho, é fluente em japonês, francês e inglês e também fala latim, grego antigo, chinês clássico, finlandês e russo.

Título
A matemática pelos brinquedos (em inglês, com tradução simultânea para português)

Toy models
small mathematics in a big world

Resumo: Quer vir conhecer alguns brinquedos?
Aqui entendemos `brinquedos´ num sentido especial: objetos da vida diária que podemos encontrar, ou fabricar em alguns minutos e que, no entanto, quando usados com imaginação, revelam surpresas que deixam os cientistas intrigados por um tempo.
Daremos exemplos concretos da diversidade de tais brinquedos, nos quais observaremos novos efeitos físicos, dos quais podemos extrair novas ideias matemáticas.

Would you like to come see some toys?
‘Toys’ here have a special sense: objects of daily life which you can find or make in minutes, yet which, if played with imaginatively, reveal surprises that keep scientists puzzling for a while.
We will see table-top demos of a diversity of such toys, in which we will notice new physical effects, from which we will try to extract some fresh mathematics.


Palestra Pública

Local, Data & Horário
Amphitheater
08 de Agosto | 15:30-16:30
Apresentador: Jorge Buescu

Palestrante: ​ Rogério Martins (​Portugal)
​O português Rogério Martins é professor de Matemática na Universidade de Lisboa e pesquisador renomado na área de Equações Diferenciais e Sistemas Dinâmicos. Ele também é o autor e apresentador do programa de televisão "Isto é matemática", totalmente dedicado à divulgação da Matemática, que já está na 10a temporada em Portugal e ganhou diversas distinções, como a Homenagem Especial do Projeto Ver Ciência (Brasil), em 2013, e a nomeação para os European Science TV & Media Awards, na categoria de Melhor Programa Geral Televisivo, em 2014. Martins é também a voz dos vídeos de Matemática da Khan Academy Portugal.

Título
Porque não conseguimos ver para além das três dimensões? (em português/in Portuguese)

Resumo: O que é uma hiperesfera? É simplesmente uma esfera num espaço de quatro dimensões: matematicamente é simples e claro. Mas então, porque é que conseguimos visualizar uma esfera mas não uma hiperesfera? A resposta pode parecer óbvia: porque vivemos num mundo de três dimensões!
Nesta palestra vamos ver que a resposta a esta pergunta pode não ser assim tão óbvia! Vamos tentar perceber de que forma é que o nosso cérebro lida com a ideia de espaço, encontrar analogias curiosas com a forma como percepcionamos a cor e fazer algumas experiências imaginárias... mas que nos vão deixar a pensar...




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